Cerca de 300 mil turistas estrangeiros ingressaram no Brasil durante o período do carnaval, segundo dados divulgados pela Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e pelo Ministério do Turismo. Com movimentação econômica ultrapassando US$ 186 milhões, a tradicional folia brasileira consolida o país como um dos principais destinos culturais do mundo. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca que os gestores municipais precisam estruturar o crescimento do turismo com base em dados e planejamento técnico.
Para os Municípios, o crescimento do número de visitantes representa impacto direto na economia local. O aumento da demanda por hospedagem, alimentação, transporte e entretenimento dinamiza atividades econômicas e amplia a arrecadação vinculada a serviços e circulação de bens. O efeito é especialmente relevante em localidades onde o turismo é um dos principais vetores de desenvolvimento.
Diante desse cenário, a equipe técnica de turismo da CNM ressalta que o avanço do fluxo internacional exige que os gestores municipais adotem instrumentos de planejamento, como o cálculo da capacidade de carga turística. O indicador define o número máximo de visitantes que um destino pode receber sem comprometer seus recursos ambientais, culturais, sociais e estruturais.
Sem esse planejamento, pode haver sobrecarga nos serviços públicos (saúde, segurança, mobilidade e limpeza urbana) e impactos negativos na qualidade de vida da população residente. A superlotação pode comprometer a qualidade de vida da população residente e a experiência do visitante, com reflexos diretos na reputação do destino.
Por isso, a CNM destaca que o Município, ao mensurar a capacidade de suporte, consegue equilibrar crescimento econômico com sustentabilidade, garantindo que o aumento do fluxo internacional não comprometa o patrimônio cultural nem os recursos naturais que sustentam a própria atividade turística. Com o cálculo da capacidade de carga, o gestor municipal pode definir estratégias de controle de fluxo e ordenamento de eventos, apresentando fundamentação técnica para captar recursos e investimentos.
Para a CNM, o planejamento da infraestrutura urbana é essencial para garantir a implementação de políticas públicas baseadas em dados. Para que esse movimento gere resultados consistentes no médio e longo prazo, o planejamento deve acompanhar o ritmo da demanda, assegurando preservação do patrimônio e eficiência na prestação de serviços públicos.
Da Agência CNM de Notícias
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil